O Presidente do Conselho Municipal da Cidade da Matola, Júlio Parruque, esteve no terreno na madrugada desta segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026, para monitorar os impactos provocados pelas intensas chuvas que têm assolado a urbe nos últimos dias, provocando inundações em vários bairros periféricos.
Entre os pontos críticos visitados consta o bairro de Nwamatibjana, onde o edil municipal liderou pessoalmente as operações de resgate de famílias que viram as suas residências completamente submersas desde a última sexta-feira, na sequência do transbordo de valas de drenagem e da saturação do solo.
Segundo dados fornecidos pelas autoridades locais, mais de 100 famílias já foram retiradas das zonas consideradas de alto risco e encontram-se acolhidas temporariamente no centro de acomodação montado na Escola Básica de Muchisso, no mesmo bairro.
No local, o Jornal Visão Moçambique constatou um cenário de destruição, com casas alagadas, bens domésticos danificados e famílias obrigadas a abandonar as suas residências em busca de segurança. Muitas vítimas relatam ter perdido colchões, utensílios de cozinha e documentos pessoais.
“Saímos de casa durante a madrugada porque a água começou a entrar muito rápido. Não tivemos tempo de salvar quase nada”, contou uma das moradoras afectadas, visivelmente emocionada.
Durante a visita, Júlio Parruque afirmou que o município está a trabalhar em coordenação com os serviços de Protecção Civil, líderes comunitários e parceiros humanitários para garantir assistência imediata às vítimas.
“A nossa prioridade neste momento é salvar vidas e garantir abrigo digno às famílias afectadas. Estamos a mobilizar meios para fornecimento de alimentação, água potável, assistência médica e apoio psicossocial”, declarou o edil.
O autarca garantiu ainda que equipas técnicas estão a proceder ao levantamento dos danos para posterior definição de medidas de reabilitação das áreas afectadas.
Apesar das acções em curso, os residentes apelam por soluções duradouras, sobretudo no que diz respeito à drenagem das águas pluviais e ordenamento territorial.
“Todos os anos enfrentamos o mesmo problema. Precisamos de canais de drenagem eficazes para evitar estas inundações”, lamentou um morador local.
As autoridades municipais alertam que, segundo os serviços meteorológicos, há previsão de continuidade das chuvas nos próximos dias, pelo que a população que vive em zonas baixas deve manter-se vigilante e seguir as recomendações das equipas de emergência.
O Conselho Municipal garante que continuará no terreno a monitorar a situação e a reforçar as acções de prevenção, com vista a minimizar perdas humanas e materiais.
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